Sistema de Internação Domiciliar (SID) pode parar por falta de candidatos em teste seletivo. Vereadora propõe que Câmara tranque a pauta até que a Prefeitura consiga resolver os problemas
O contrato de trabalho dos atuais profissionais do SID vence em 4 de setembro e não pode ser prorrogado. O secretário interino de Saúde, Márcio Nishida, disse que servidores municipais da saúde farão hora extra até que um novo teste seletivo seja aberto para contratar profissionais. Temos vagas e orçamento, mas não candidatos, lamentou. Ele explicou que não é possível contratar de maneira direta, nem por terceirização ou termo de parceria. Um novo teste poderá ser realizado quanto sair a homologação do resultado do último, realizado no dia 14 deste mês. Os salários oferecidos aos médicos são de R$ 2.961,04 para carga horária de 20 horas semanais.
A crise da saúde já dura pelo menos oito meses, se o marco inaugural dela for considerado o início da epidemia de dengue, em janeiro, passando pela Operação Antissepsia e as denúncias de corrupção nos contratos com as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips). Nesse período, o sistema de saúde não conseguiu atender a demanda e cenas de longas filas de espera foram uma constante. Vamos retomar os movimentos pró-saúde, voltar a pressionar pelas soluções, declarou Lenir de Assis. O Legislativo não tem como assinar os projetos, mas pode pressionar. Fizemos discussões, mas os problemas continuam, criticou. Na avaliação da petista, existem recursos financeiros à disposição, mas o problema da Prefeitura de Londrina é de gestão.
Sandra Graça também bateu na tecla de que existem recursos e falta gestão na saúde de Londrina. Ela acredita que um trancamento de pauta forçaria o Executivo a buscar soluções para a crise do setor. Temos que parar tudo e chamar todos para o debate: a Prefeitura, o governo do Estado, o governo federal, o Ministério Público e quem possa decidir, argumentou. Ela disse esperar que a Mesa da Câmara encaminhe o trancamento de pauta, mas se isso não acontecer, vai tentar outra via. Para retirar projetos de pauta sem a concordância do autor são necessários pelo menos 10 votos.
Fonte: Jornal de Londrina