Presidente do Sinthosp é preso por defender trabalhadores de ameaças


O presidente da Uni√£o Geral dos Trabalhadores ¬Ė estadual Par√° (UGT-PA) e do Sindicato dos Trabalhadores, T√©cnicos de Enfermagem, Empregados de Hospitais, Casas de Sa√ļde, Laborat√≥rios e Cl√≠nicas do Estado do Par√° (SINTHOSP), Jos√© Francisco Pereira, mais conhecido como Z√© Francisco, foi detido e levado para depor na Divis√£o de Investiga√ß√£o e Opera√ß√Ķes Especiais (DIOE) na manh√£ desta quinta-feira (31), por suposta amea√ßa a um funcion√°rio do Hospital Porto Dias que se diz seguran√ßa da institui√ß√£o e que estava amea√ßando funcion√°rios paralisados.
 
De acordo com Z√© Francisco, o Sinthosp, em conjunto com os funcion√°rios do hospital, estava realizando uma manifesta√ß√£o pac√≠fica desde as 6h da manh√£ de hoje na avenida Almirante Barroso, por conta de v√°rias irregularidades cometidas pelo HPD e outros hospitais contra os trabalhadores, quando Osmarino Quaresma, que afirma ser seguran√ßa da casa de sa√ļde, come√ßou a amea√ßar os funcion√°rios, gritando que ¬ďseriam demitidos¬Ē por causa da paralisa√ß√£o e usando palavras de baixo cal√£o para ofender os trabalhadores.

Vendo que os trabalhadores se sentiam ameaçados por Quaresma, Zé Francisco teria se aproximado para conversar com ele, mas acabou recebendo voz de prisão do delegado Vanildo Oliveira, que entendeu que Zé Francisco é que estaria ameaçando o segurança, quando acontecia justamente o contrário, Os dois foram conduzidos para a DIOE, onde, nesse momento, prestam depoimento.
 
REINVIDICA√á√ēES

Centenas de profissionais, t√©cnicos e auxiliares de enfermagem e profissionais de n√≠vel m√©dio que atuam em cl√≠nicas e hospitais particulares no Par√°, ligados ao Sinthosp iniciaram na manh√£ desta quinta-feira, na avenida Almirante Barroso, uma paralisa√ß√£o reivindicando melhores condi√ß√Ķes de trabalho e reajustes salariais.
 
De acordo com os representantes da categoria os profissionais querem reajuste do sal√°rio que j√° est√° defasado h√° um ano e meio, al√©m da sobrecarga de trabalho que chegam a at√© 12 horas di√°rias. ¬ďNos hospitais, esses profissionais est√£o trabalhando 12 horas seguidas, sem descanso, e falta material de trabalho, como luvas, al√©m de n√£o terem direito a alimenta√ß√£o, aux√≠lio por insalubridade e folga semanal, entre outras irregularidades¬Ē, afirma Z√© Francisco.
 
Ainda segundo o sindicato, os profissionais que estão na paralisação chegam a 150, mas os 30% de trabalhadores para garantir o atendimento e cumprir a determinação da justiça estão trabalhando no dia de hoje.

Fonte: UGT