Kraft Foods é processada por problemas de segurança


A√ß√£o pede condena√ß√£o da empresa em R$ 5 milh√Ķes por dano moral coletivo

O Minist√©rio P√ļblico do Trabalho (MPT) em Campinas est√° processando a Kraft Foods em R$ 5 milh√Ķes por pr√°tica de terceiriza√ß√£o il√≠cita e por problemas de seguran√ßa. As irregularidades ocorreram em f√°brica no munic√≠pio de Bauru, a 330 km de S√£o Paulo. A Kraft √© considerada a segunda maior empresa de alimentos do mundo. 

¬ďAs les√Ķes observadas se estendem a 1.200 empregados, os quais t√™m sido reiteradamente expostos a riscos de acidentes e doen√ßas do trabalho¬Ē, afirmou o procurador do Trabalho Luis Henrique Rafael, autor da a√ß√£o.

Al√©m do pagamento da indeniza√ß√£o por dano moral, o MPT pede o fim da terceiriza√ß√£o do trabalho em caldeiras, com a contrata√ß√£o direta dos trabalhadores que exercem a atividade; a ado√ß√£o de medidas de prote√ß√£o dos trabalhadores e o pagamento de adicional de periculosidade de 30%. 

Irregularidades ¬Ė Inspe√ß√£o do Minist√©rio do Trabalho e Emprego (MTE) verificou que a f√°brica n√£o mantinha sistemas de intertravamento em transmiss√Ķes de for√ßa, prote√ß√£o em transportadores, que evita acidente por esmagamento, e em superf√≠cies aquecidas, que protege contra queimaduras, al√©m de aberturas em pisos.

As atividades nas caldeiras de vapor s√£o terceirizadas pela Kraft, que contrata quatro empresas para o setor de opera√ß√Ķes. Al√©m de serem irregularmente terceirizados, os trabalhadores ainda eram submetidos a jornadas abusivas, com falta de intervalos e de descansos semanais.

A multinacional tamb√©m n√£o pagava adicional pelo exerc√≠cio da profiss√£o em condi√ß√Ķes de periculosidade aos funcion√°rios, que tamb√©m n√£o eram submetidos a exames m√©dicos peri√≥dicos.

A ação tramita na Justiça do Trabalho de Bauru.


Fonte: MPT em Campinas