Greve nas creches: Prefeitura de Londrina diz que só vai pagar por dias trabalhados


A Prefeitura de Londrina já adiantou: só vai pagar as creches que não entrarem em greve na próxima segunda-feira (24). O repasse de recursos municipais às mantenedoras dos Centros de Educação Infantil (CEIs) está atrelado ao atendimento ao aluno. Os professores pedem reajuste salarial, mas as entidades não concordam com o teto estabelecido de aumento. Com isso, a paralisação segue mantida para semana que vem.

Na tarde desta sexta-feira (21) a secret√°ria municipal de Educa√ß√£o, Janet Thomas, explicou que ainda espera que haja um consenso entre o sindicato que representa os docentes e a entidade representante das mantenedoras. Eles se re√ļnem por volta das 16h para tentar um acordo.
"A minha maior preocupação é que a Prefeitura não tem como fazer o pagamento de um serviço que não for prestado. Há uma orientação da Procuradoria-Geral e da Controladoria que não há como justificar ao Tribunal de Contas o pagamento de um serviço que não foi executado. Há uma impossibilidade legal", apontou.
A greve, por tempo indeterminado, dos professores das creches foi aprovada em assembleia no √ļltimo s√°bado (15). Ap√≥s a confirma√ß√£o da paralisa√ß√£o, a prefeitura tentou, por duas vezes intermediar o caso. Na primeira, n√£o houve negocia√ß√£o e na segunda foi proposto repasse de 18% √†s entidades, teto que deveria ser repassado para os sal√°rios dos professores.
No entanto, o que as gestoras das creches colocam é que deste total só poderiam garantir 12% aos docentes, fato que gerou um impasse entre as partes. A secretária municipal de Educação lembrou que com esse aumento nos valores da prefeitura, o índice de reajuste em dois anos, em 2013 e 2014, foi de 51,4%.
Procurado pela reportagem de odiario.com, por volta das 15h, o presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras (Secraso), José Milton de Souza, disse que ainda não foi informado sobre a intenção da prefeitura de não promover o repasse se a greve for deflagrada e caracterizou a ação como uma ameaça.
Fonte: londrina.odiario.com