Ato unitĂĄrio reĂșne UGT, Centrais Sindicais e Movimento estudantil na frente do Banco Central


A União Geral dos Trabalhadores (UGT) participou de um grande ato, que reuniu cinco centrais sindicais e o movimento estudantil, na manhã desta terça-feira (19), na frente do prédio do Banco Central, na Avenida Paulista. A manifestação foi contra a política de aumento de juros para “conter” a inflação, que foi adotada pelo governo federal e que atualmente deixou a Selic em 14,75 ao ano.

 Juntamente com a CUT, CGTB, CTB, Nova Central e Força Sindical, a UGT exigiu o fim das ações adotadas pelo governo federal de aumento da taxa básica de juros do País. “Quem ganha com juros altos são os banqueiros e isso não podemos mais aceitar. Esta manifestação mostra que as centrais sindicais e os sindicatos aqui presentes não concordamos com essa medida, pois ela representa a exploração da classe trabalhadora,” diz Canindé Pegado, secretário Geral da UGT.

 A manifestação contou com a participação de sindicatos ugetistas que representam diversas categorias profissionais, tais como: Sindicato dos Comerciários de São Paulo, Padeiros, Fecomerciários, Sindbast, Sincab, Sintratel, Sintrafarma e Sinpefesp.

 Em recente entrevista publicada no site da central (click aqui - colocar o link da matéria) com o economista José Roberto de Araújo Cunha, vice-presidente de Assuntos Sindicais do Sindicato dos Economistas do Estado de São Paulo (Sindecon-SP), entidade filiada UGT, o dirigente foi enfático ao afirmar que o Brasil vive várias crises, como uma entre a presidente e sua base aliada, outra econômica, mas entre elas há uma crise de falta de objetividade para enfrentar os efeitos da atual conjuntura. “Essa última é a que pode apontar quais as prioridades a serem adotadas para reverter esse colapso. Assim, o Governo não dependeria tanto das medidas do Banco Central com o reajuste das taxas de juros”, explica Cunha.

 A UGT, que está recebendo a visita de uma delegação da Bélgica, levou para o ato representantes do Movimento Obrero Cristão (MOC) e Central Sindical Cristã (CSC). Segundo Stephanie Bandot, do MOC, a participação do grupo foi muito importante para eles observarem que as problemáticas são as mesmas vividas tanto pelos brasileiros quanto pelos belgas. “Acompanhamos a força dos discursos, a união das centrais sindicais, apesar de suas diferenças e, principalmente, creio que o mais importante de tudo, vimos que existe a participação da juventude. A presença dos jovens é fundamental, nós temos dificuldade de mobilizar a juventude em nossas atividades,” diz Stephanie.

 Marcos Kauê Ferreira de Queiroz, presidente da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (UMES), participou do evento e levou à frente do Banco Central todo vigor e o idealismo da juventude paulistana, deixando como recado para quem governa e/ou aprova essas medidas impopulares e de austeridade que com a politização dos jovens, a luta dos diversos movimentos – sindical ou social – continuará. “É por conta desses juros que estamos perdendo vagas nas universidades, assim como estamos perdendo dinheiro da educação, os investimentos nas escolas, por isso os estudantes estão juntos e continuarão aqui com a força da juventude em todas as manifestações que forem necessárias para baixarmos as taxas de juros. O estudante não foge a luta!”.

 No encerramento, Canindé Pegado parabenizou todas as entidades pela mobilização e ressaltou que é preciso intensificar a luta contra essas medidas que estão, diretamente, estrangulando a economia do país, aumentando o processo de desindustrialização, gerando desemprego e inflação.

Fonte: UGT